sexta-feira, 23 de junho de 2017

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quarta-feira, 7 de junho de 2017

A natureza da psique, Seth

Quando você pergunta sobre o começo de um universo, você está falando de um universo visível.

Há consciência dentro de cada ponto hipotético concebível dentro do universo. Portanto, há “um universo invisível” do qual o universo visível, ou o objetivo, brota.

Não quero enfatizar demais o fato de que esse material em particular é muito difícil de explicar, no entanto dificilmente posso enfatizar demais a questão.

Dê-nos um momento... Seu universo não surgiu em nenhum ponto, portanto, ou com qualquer célula inicial – mas, em todos os lugares ele começou a existir de uma só vez, como as pulsações interiores do universo invisível alcançando certas intensidades que “impregnaram” todo o sistema físico simultaneamente.

Nesse caso, em primeiro lugar, a luz apareceu. Ao mesmo tempo as unidades EE’s (Energia Eletromagnética) se tornaram manifestas, colidindo a partir do universo invisível para a definição. Novamente, por causa da força psicológica das noções preconcebidas, eu tenho que trabalhar meu jeito ao redor de muitos de seus conceitos. Contudo, em muito de meu material, eu tenho deixado definitivamente implícito o que estou dizendo agora, mas as implicações devem ter passado por você.

(Se não assim, ao menos a partir do ponto de vista meu e de Jane...).

Eu disse, por exemplo, que o universo se expande como uma ideia o faz e, assim, o universo visível surgiu da mesma maneira. Todo o tema é bastante complicado, já que – novamente, como já assinalei – o mundo desabrocha recentemente numa nova criatividade a cada momento. Não importa qual seja sua versão de criatividade, ou da criação do mundo, você está preso com questões sobre de onde essa energia vem, pois parece que uma energia inimaginável foi liberada mais ou menos uma única vez e, então, essa energia deve acabar.

No entanto, a mesma energia ainda dá origem, da mesma maneira, ao universo. Nesses termos, ele ainda está sendo criado. As unidades EE’s, imprimindo um campo físico provável, contêm dentro delas o conhecimento latente de todas as várias espécies que podem emergir sob essas condições. Os agrupamentos “começam” no universo invisível. Você pode dizer que levou séculos incalculáveis para que as unidades EE’s “inicialmente” se combinassem, formassem classificações de matéria e várias espécies; ou você pode dizer que esse processo aconteceu todo de uma só vez. Isso está de acordo com sua posição relativa, mas o universo físico foi semeado em todos os lugares, impregnado simultaneamente. Por outro lado, isso ainda acontece e não há nenhum ponto real “de entrada”.

(21h53) Dê-nos um momento... Você distingue entre a consciência e a sua própria versão, que você considera consciência do eu. Quando eu falo dos átomos e das moléculas tendo consciência, eu quero dizer que eles possuem uma consciência deles mesmos como identidades. Não quero dizer que eles amam ou odeia, em seus termos, mas que eles estão cientes da própria separatividade e cientes dos modos pelos quais essa separatividade coopera para formar outras organizações.

Eles estão inatamente conscientes, de fato, de todas essas venturas cooperativas prováveis e imbuídos com o “impulso” para a realização do valor. Todas as espécies conhecidas estavam inerentemente “presentes” na impregnação geral do universo visível, portanto.

Se o universo fosse uma pintura, por exemplo, o pintor não teria pintado primeiro a escuridão, daí uma explosão, daí uma célula, daí o ajuntamento de grupos de células num simples organismo, daí a multiplicação desse organismo em outras células similares, ou traçado um padrão a partir de uma ameba, ou de um paramecium, ou adiante – mas, ao contrário, ele teria começado com um painel de luz, uma pintura sob a pintura, no qual todos os organismos do mundo estivessem incluídos, embora não em detalhes. Daí, numa criatividade vinda da própria pintura, as cores se tornariam ricas, as espécies atingiriam suas delineações, os ventos soprariam e os oceanos se moveriam com as marés.

O movimento e a energia do universo ainda vêm do dentro. Eu certamente percebo que essa não é uma afirmação científica – contudo, no momento em que O Todo Que É concebeu um universo físico, ele foi criado invisivelmente, dotado com criatividade e compelido a emergir.

Como cada porção hipotética, concebível, do universo é consciente, o Planejador está dentro do próprio plano nos maiores dos termos – talvez, basicamente, inconcebível para você. Naturalmente, não há “lado de fora” no qual o universo invisível tenha se materializado, já que tudo realmente existe num reino mental, psíquico, ou espiritual, bem impossível de descreve. Para você, seu universo parece, agora, objetivo e real, e para você parece que ao menos uma vez esse não foi o caso, então você pergunta sobre a criação e a evolução das espécies. Minha resposta está sendo formulada nos termos nos quais a pergunta é geralmente feita.

Embora você acredite e experiencie a passagem do tempo, então tais perguntas naturalmente lhe ocorrerão, e desse modo. Dentro dessa estrutura, elas fazem sentido. Quando você começa a questionar a natureza do próprio tempo, então o “quando” do universo está ao lado do ponto.

Quase ninguém concordará, eu devo esperar, que o universo é o mais esplêndido exemplo de criatividade. Poucos concordarão, no entanto, que você possa aprender mais sobre a natureza do universo examinando sua própria criatividade do que examinando o mundo através de instrumentos – e há uma ironia requintada, pois você cria os instrumentos de criatividade, muito embora, ao mesmo tempo, frequentemente você destile teorias que negam tudo ao homem, menos as mais mecânicas das reações.

Em outros termos, o mundo se conhece, se descobre, pois o Planejador deixou espaço para a surpresa divina, e o plano não estava predestinado; nem há qualquer lugar dentro dele qualquer coisa que corresponda às suas teorias de sobrevivem-os-melhores.

Essas são distorções criativas de sua parte, diretamente relacionadas às especializações da consciência que lhe excluem do maior concerto existente em outros níveis entre as espécies e a terra. Novamente, a consciência em todos os lugares permeia o universo e está ciente de todas as condições. O equilíbrio da natureza em seu planeta não é casualidade, mas o resultado de cálculos constantes, instantâneos, da parte de cada consciência mais minuciosa, forme ela parte de uma rocha, uma pessoa, um animal, uma planta. Cada uma invisivelmente “mantém o espaço junto”, qualquer que seja sua estação. Essa é uma ventura cooperativa. Sua própria consciência tem suas características particulares únicas, como outras espécies que vivem longamente, em termos comparativos, você associa sua identidade à sua forma de modo bem mais rígido. Outros tipos de consciência “pulam dentro e fora das formas” com uma margem de manobre bem maior. Existe uma compreensão biológica, por exemplo, quando um animal mata outro para alimento. A consciência da presa deixa seu próprio corpo sob o ímpeto de um tipo de estímulo desconhecido a você.

Eu quero ser muito cuidadoso aqui, pois estou falando da interação natural entre os animais. Em nenhum lugar isso é para justificar o abate cruel de animais pelo homem sob muitas circunstâncias.

Faça sua pausa.

(22h35. O próximo material de Seth surgiu por causa de alguns comentários raivosos que eu fiz durante a pausa. Por causa dos noticiários e de meu próprio pensamento negativo hoje, eu estava cheio de raiva, realmente, sobre o que pareceu ser um estado caótico generalizado do mundo humano. Antes da sessão, nós havíamos lido algumas revisões de livros que também me ajudaram a ficar assim. Uma das revisões, escrita por um “pesquisador” do cérebro que, nós achávamos, notavelmente exibia pouca compreensão sobre a condição humana. Quase a despeito de mim mesmo, eu pensei de modo bastante humorado que o revisor tinha escrito livros sobre o cérebro – que, por sua vez, havia sido atacado por outros revisores.

(Estou certo de que Jane perde a paciência ao me ouvir periodicamente revisar as visões de que todas as espécies se envolveram ao menos em três grandes guerras em pouco mais que meio século, além de uma série de quantidade de guerras “menores”. Além disso, eu acrescentei, já que em nosso mundo “prático” nós geralmente renunciamos a todas as crenças em qualquer coisa como reencarnação, ou no que eu considero ser verdadeiramente uma posição religiosa, nós colocamos toda a vida dentro de cada indivíduo vivendo “agora”. Portanto, enviar nossos jovens para o campo de guerra sob tais circunstâncias, é privar os indivíduos de uma vida – um atributo inestimável, insubstituível –, parece o pior crime imaginável, eu dizia para Jane. Eu disse mais, numa postura similar, embora durante todo o tempo uma parte básica minha sabia que eu estava simplificando demais a condição humana até o momento.

(Retomarmos às 22h58).

Uma resposta imparcial, reservada à sua discussão.

O mundo histórico e cultural, como você o conhece, parece ser o único mundo objetivo, naturalmente, com sua própria história já escrita, seu presente e, esperançosamente, seu futuro provável.

Também parece que o futuro deve ser construído sobre essa única espécie conhecida ou o passado mundial. Frequentemente, pode soar simplesmente como uma figura de linguagem quando eu falo sobre probabilidades. De muitos modos, de fato, pode parecer quase ultrajante considerar a possibilidade de que “há mais do que uma terra”, ou que há muitas terras, cada uma similar o bastante para ser reconhecida, contudo cada uma diferente nos aspectos mais vitais.

Essa casa particular existe. Contudo, você pode abrir a porta em qualquer dia determinado para um mundo provável a partir de seu ponto de vista imediato, e nunca saber a diferença. Isso acontece o tempo todo, e, eu quero dizer, o tempo todo.

Você se move através de probabilidades sem saber. As transições são literalmente invisíveis para você, embora elas possam aparecer como traços de elemento em seus sonhos. Como um diamante que tem muitas facetas, o mesmo ocorre com sua realidade nesse sentido.

(Para mim:) Desde seu nascimento, ocorreu uma probabilidade que você poderia ter seguido, na qual suas guerras não aconteceram. Há outra probabilidade na qual a Segunda Guerra Mundial terminou em destruição nuclear e você não entrou nessa probabilidade também. Você escolheu “essa” realidade provável a fim de fazer certas perguntas sobre a natureza do homem – vendo-o onde ele vacilou igualmente entre a criatividade e a destruição, o conhecimento e a ignorância; mas, um ponto que continha potenciais para os mais auspiciosos tipos de desenvolvimento, a seus olhos. O mesmo se aplica a Ruburt.

De certa forma, o homem é a trans-espécie nesse ponto em probabilidade. É um tempo e uma probabilidade na qual cada pedaço de ajuda é necessária e seus talentos, habilidades e preconceitos fazem de vocês dois, de um modo único, adequados para tal drama. Ao mesmo tempo, não lidem muito com essa situação mundial, pois uma concentração sobre sua própria natureza e sobre a natureza física de seu mundo – as estações e assim por diante – lhes permitem refrescar sua própria energia e libertar-lhes para tirar vantagem dessa visão lúcida que é tão necessária.

(Um ponto sobre o qual eu mencionei na pausa – a dificuldade de ver claramente apenas qual é a responsabilidade do homem como espécie).

Você também se tornou envolvido nessa probabilidade precisamente para usá-la como estímulo criativo que lhe faria buscar por certo tipo de compreensão. Sempre há um dar-e-receber criativo entre o indivíduo e seu mundo. Até certo ponto, cada um dos envolvidos nessa probabilidade a escolheu por suas próprias razões. Contudo, ao dizer isso, eu também digo que muitos deixam essa probabilidade por outra quando aprenderam e contribuíram.

Por agora, eu lhes desejo uma boa noite, a menos que você tenha perguntas.

(Para mim:) Eu tenho uma observação. Pessoalmente você está inibindo sua lembrança dos sonhos porque você não quer tirar tempo para lembrar-se deles se interpretá-los. Sabendo disso, você pode querer mudar seus hábitos.

(Em seguida, Seth entregou um pouco de material para Jane e para mim, e finalmente encerrou a sessão às 23h22.).

 

A Natureza da Psique, Seth/Jane Roberts, Sessão 797, 14 de Março de 1977
trd: ll, sp, sp, br

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Livre Arbítrio

C: Eu queria perguntar sobre o livre arbítrio – eu queria brincar um pouco com a ideia do livre arbítrio.

Abraham: Há algo mais? Há algo mais além do livre arbítrio? Existe algo mais do que o livre arbítrio em todo o Universo? Se algo vem a você, vem pelo poder de seu pensamento e ninguém pode pensar seus pensamentos, existe alguma outra coisa em qualquer lugar nesse Universo?

C: Dessa perspectiva, com certeza não.

Abraham: Certo, faça outra pergunta, então (aqui os Abraham se mostram divertidos). Nós só estamos querendo que você entenda bem a essência do que estamos querendo que você contemple a respeito do livre arbítrio.

C: Como sou uma extensão da Fonte de Energia, nem sempre eu me sinto como se fosse eu que estou pensando o pensamento ou que eu realmente tenha muita escolha nos pensamentos que estão sendo pensados.

Abraham: Bom, se isso fosse verdade, então tudo o mais que você disse desde que sentou-se aqui não seria verdade, pois você disse “eu sinto contraste” – se você não pudesse pensar uma variação do que seu Ser Interior pensa, você nunca sentiria emoção negativa. Cada emoção negativo que você tem é uma indicação de que você tem livre arbítrio – que você tem o livre arbítrio de misturar-se com o amor ou de negá-lo.

C: Mas, então – eu já sei a resposta que vocês vão dar, mas eu acho que estou procurando por algo mais –, por que com toda a consciência magnifica que eu tenho, às vezes eu levo muito tempo para realmente ser quem eu sou se eu sei disso?

Abraham: Porque você está num estado de constante evolução e realmente nunca pode ser quem você é porque está num constante estado de mudança, por você ser um ser eterno.

C: (Rindo) Eu amo tanto isso.

Abraham: Como?

C: Eu amo ouvir isso, e essa não é resposta que eu estava esperando que vocês dessem.

Abraham: Mas, é a resposta, não é?

C: Bom, eu vou ser sempre pego, eu sempre estou nesse espaço do meio.

Abraham: Sim! Você sempre estará sendo pego porque você sempre estará transformando os pensamentos em coisas, então você sempre vai ser pego. Mas, sinta a diferença entre sentir a completude de quem você é – ou seja, isso não está pegando você, isso está se tornando. Ao invés de pegar você, “Eu sempre estou no estado de vir a ser e tenho essa pré-pavimentação que fiz, lancei o pensamento além e então a Fonte uniu o pensamento, a Fonte uniu meus pensamentos”. Então, que livre arbítrio é esse? Quem está conduzindo você?

C: Sim. Eu estou me conduzindo.

Abraham: Então, “Eu lancei o pensamento. A fonte uniu o pensamento e, então, nós unificamos, nos misturamos, e nós transformamos esses pensamentos em coisas, o que faz com que eu fique num estado vibracional totalmente diferente, com um novo conjunto de experiências contrastantes, então eu posso fazer isso novamente, e novamente, e novamente, e novamente, constantemente vindo a ser”. E por quê?

C: Porque eu amo muito isso.

Abraham: Porque isso lhe faz sentir-se bem, porque isso é muito natural, porque isso é prazeroso. Por que isso precisa ser feito? Não. Porque esse é um desejo que está em seu Vórtice. Fale sobre querer voltar ao começo para a Fonte, ou par ao começo do tempo – isso está em seu Vórtice eternamente, o desejo por mais. O desejo pela expansão, o desejo pelo contínuo vir a ser é a premissa daquilo que todos nós somos.

E a diferença entre o Você Não Físico e o você físico é que o Você Não Físico sabe isso, abração isso e aceita isso, e então ele nunca sente a falta num momento no processo de vir a ser. Há tal compreensão de inevitabilidade do processo de vir a ser que nunca há um momento de desconforto em algo que não se tornou. Seu Ser Interior nunca pisará no chão quando o milho acabou de ser plantado dizendo “Venha logo, eu quero comer a semente”. Seu Ser Interior sabe da inevitabilidade da completude do que está por vir.

 

Abraham, no seminário do Cruzeiro Mediterrâneo em 2016
Trd: ll, sp, sp, br

terça-feira, 9 de maio de 2017

Em nós, nossos recursos

Quando meus antigos me ensinavam coisas, eles não me diziam o que estavam ensinando. Ele contavam histórias ou me davam mensagens do tipo "é melhor fazer desse jeito do que daquele".

É isso o que os “espíritos” nos ensinam. Todos eles.

Podemos ser muitas coisas. A cada dia podemos acordar com uma versão - bagunçada - de nós mesmos. Então, para quem é fã desse tipo de literatura, estamos novamente desbagunçando o novelo que somos e ajustando o que "devemos" ser ao fazer uso dela.

No entanto, todos esses "caras espíritos" estão nos puxando para o lado deles. Uns dizem "amem-se uns aos outros". Outros dizem "sinta o bem-estar". Outros, ainda, "você tem poder de realizar tudo o que deseja".

Ao fazer isso, estão enviando uma mensagem, um ensinamento. De um ser que não sabemos que podemos ser. Um ser independente, ainda que vivamos numa rede de interdependência.

Poucos de nós entendemos isso e, ao invés de trabalharmos a mensagem, começando a endeusar essa "gente espirito". E aí nos damos mal. Mas, insistentes, continuamos. E eles também continuam. Pois sabem que num momento ou outro vamos começar a perceber que não há ninguém a ser adorado, exceto a Fonte que nos cria, mantém e sustém.
Assim, quem é o eu que você é? Quem é o eu que você pode ser?

Chega um momento em que você começa a sonhar consigo, com a sua melhor versão. E aí você está preparado para trabalhar no melhor de si mesmo e a criá-lo. Nessa hora você já não precisa mais dos "degraus-espíritos" que você utilizou para chegar no topo da "escada-si-mesmo".

Nem todos estão prontos para isso. É muito mais fácil projetar exteriormente o próprio poder. Afinal, quando projetamos interiormente o próprio poder, nos damos mal. Só que ao projetar exteriormente o próprio poder também faz com que nos demos mal. Mas, novamente, insistentes, continuamos. Por puro vício, embora não percebamos.

Chega um instante em que você percebe que interiormente e exteriormente, você sempre vai se dar mal. Então é melhor você fazer uma escolha. Há os que escolhem continuar exteriorizando o próprio poder. Esses vivem como se fossem fiascos. Olhos desesperançados, falta de confiança em si, pedintes. Hás os que pensam "cara, eu só posso contar comigo mesmo" e decidem interiorizar o próprio poder e a colher fracassos e sucessos. Esses nao têm contra quem reclamar. Tampouco contra quem manchar. E esse é o caminho que mais proporciona aprendizados.

Nossos recursos já estão conosco. Basta “espicharmos” os olhos, voltarmo-nos para o dentro, analisar, refletir, concluir. Há um danado de um bom trabalho acontecendo por trás desse processo. O da alma que a si se orienta.

Você, que se entende como um Criador Deliberado, pode pensar nisso e optar - novamente - pela projeção interiorizada de seu poder. E não será decerto um fiasco, não terá olhos desesperançados, não terá falta de confiança em si mesmo, não será um pedinte. Simplesmente porque a projeção interiorizada de seu poder lhe mostrará muito mais acertos do que falhas.

Os que vivem como fiasco? Estão fazendo um bom trabalho para os que chegam após eles. E por isso serão “salvos” (a verdade é o que nos salva...de nós mesmos, de nosso comportamento viciado). E, além disso, ainda há uma suposta promessa de reencarnação. Ou seja, a escola está sempre aberta, todos aprendem o que têm que aprender e, por isso, só estamos mexendo na qualidade do aprendizado.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Seth sobre "A linguagem do amor"

É quase banal dizer que aqueles que estão apaixonados podem conversar sem palavras.

Dramas e histórias de todos os tipos foram escritos sobre o tipo de comunicação interna que parece ocorrer entre mãe e filhos, irmã e irmão, ou amante e amado.

O próprio amor parece acelerar os sentidos físicos, de modo que mesmo os gestos mais minuciosos alcançam significação e significado adicionais. Mitos e contos são formados, nos quais aqueles que amam se comunicam, embora um esteja morto enquanto o outro vive.

A experiência do amor também aprofunda a alegria do momento, mesmo quando parece enfatizar a brevidade da mortalidade.

Embora a expressão do amor ilumine brilhantemente o instante do amor, ao mesmo tempo esse brilho momentâneo contém dentro dele uma intensidade que desafia o tempo, e é de algum modo eterno.

Em seu mundo, você identifica a si mesmo apenas, e, no entanto, o amor pode expandir tanto essa identificação que a consciência íntima do outro indivíduo é muitas vezes uma porção significativa de sua própria consciência.

Você olha para o mundo não apenas através de seus olhos, mas também, até certo ponto pelo menos, através dos olhos do outro. É verdade dizer, então, que uma parte de você figurativamente caminha com esta outra pessoa conforme ela segue adiante separada de você no espaço.

Tudo isso também se aplica aos animais em graus variados. Mesmo em grupos de animais, os indivíduos não se preocupam apenas com a sobrevivência pessoal, mas com a sobrevivência dos membros "familiares". Cada indivíduo em um grupo de animais está ciente das situações dos outros.

A expressão do amor não é confirmada em sua própria espécie, consequentemente não é ternura, fidelidade ou preocupação.

O amor, de fato, tem sua própria linguagem – uma linguagem básica não verbal com conotações profundamente biológicas. Ele é a linguagem inicial básica a partir da qual todas as outras florescem, pois todos os propósitos das linguagens se elevam dessas qualidades naturais da expressão do amor – o desejo de se comunicar, de criar, de explorar, e de unir-se com o amado.

Seth/Jane Roberts, do livro "A Natureza da Psique", Capítulo 6
Trd: luciene lima, sp, sp, br

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Vivemos no melhor dos mundos

Você já deve ter lido os Abraham falando disso, certo?

Que nunca houve um tempo como esse. Que estamos vivendo no melhor dos mundos.

Mas...o que significa isso para você?

Você concorda com isso? Acha mesmo que estamos vivendo no melhor dos mundos?

Geralmente, ao lermos e/ou pensarmos a respeito, pensamos no mundo externo...nas pessoas, nas situações, nas condições culturais que supostamente dependeriam dos governos, certo?

Mas...e se esse melhor dos mundos tivesse a ver com você mesmo?

E...peraí...não é o que os Abraham querem dizer? Que estamos no melhor dos mundos exatamente porque o agora é perfeito (com tudo o que ele consegue ser, pois se fosse para ser mais, ele seria; se não é, é simplesmente porque não estamos fazendo nossa melhor parte...e como isso não é possível...tudo o que temos é o que conseguimos criar...e se quisermos mais, basta que criemos, certo?) e estamos nele!

Corre cá: você está na empresa onde trabalha. Não está gostando do jeito que as coisas são. Mas...você é criador. Então pode idealizar uma situação melhor. E aí você escreve em seu caderno/agenda/sei lá o que você usa para anotar aquilo que está criando. Agora é só observar. E daqui a pouco...pronto, a situação está diferente. Decerto você ainda pode não estar gostando da situação. Então você resolver melhorar essa criação. E faz a mesma coisa...anota, acompanha e...não gosta novamente. Então, como criador inteligente que é, você resolve mudar a si mesmo. Pensa numa empresa melhor ou em se mudar de empresa. Ou, ainda, permanecer na empresa onde está e deixar a situação pra lá.

Ou...você trabalha por conta própria. Quer aumentar seu número de clientes. Quer vender mais. Você anota em seu caderno, começa a acompanhar a situação e recebe o resultado. Você quer mais clientes. Então você retoma o processo exatamente do numero de clientes que aumentou e cria mais dois...ou três...ou dez...bom, que você consiga atender toda essa turma, é claro.

Ou você não trabalha e quer conseguir um emprego. Ou não trabalha mais, pois já se aposentou, mas quer gostar mais da sua vida...o processo é sempre o mesmo. Você estabelece o desejo, anota, observa, realiza.

Mas...peraí...não é tão fácil assim? É sim! E você vai ficando melhor a cada vez que consegue criar algo.

Como o que estraga é a pressa, que gera a frustração, você tem que encontrar algo para colocar nesse meio tempo, entre o desejo e a manifestação. Eu coloco a alegria por estar esperando algo legal e não me intrometo com nada que me possa fazer perder a paciência (já foi mais difícil, agora está mais fácil, pois retomei meu contato com quem-eu-costumava-ser-quando-criava-mais-facilmente).

Foi assim que consegui estar no melhor dos mundos e percebi que o melhor dos mundos é o meu, pois sou eu que estou nele.

E agora, depois que redescobri isso, percebi também que o melhor dos mundos é composto de "dias de melhor dos mundos".

E o que significa isso? Significa que você tem que buscar fazer com que seus dias sejam melhores, que eles lhe promovam prazer. Você faz isso desfrutando do que está fazendo, ajustando para gostar mais do que está fazendo se não estiver gostando, criando atividades que proporcionem risos e alegrias. E não estou dizendo que você tenha que abrir mão de sua profundidade ao considerar alegrias. Não é viver com os dentes no coarador. Trata-se de bem mais que isso. Trata-se de você ter prazer, bons relacionamentos, momentos gratificantes, encontros salutares, conversas objetivas na base ganha-ganha. Há espaço, logicamente, para o simples aqui, mas estamos falando de uma jornada inesquecível, de uma jornada da qual você saia muito mais rico do que quando a começou.

Afinal, essa a vida é uma jornada. E é de sua responsabilidade uma jornada pessoal frutífera. Pois ninguém consegue fazer isso por você, por mais que tente.

Pense nisso e celebre ser o escolhido - por si mesmo - para viver no melhor dos mundos.

Contentamento

Existem pessoas que sofrem. Aguardando um momento onde a vida estará do jeito que idealizam a fim de, então, serem felizes.

Mas, isso nunca ocorrerá, pois, como dizem os Abraham, “é impossível ter um final feliz de uma rotina infeliz”. Isso porque felicidade se faz a partir de uma postura pessoal e porque nós mesmos criamos nossa realidade.

Basicamente, pessoas que optam pela infelicidade vivem uma vida inteira, ou metade dela, sendo o que não desejam em nome de serem algo que desejam. Mas que, por não escolherem, não vivem.

Assim, o que é necessário? Que tenhamos uma postura pessoal de felicidade. E se algo acontecer no caminho, que não nos limitemos a dizer “viu? Só porque decidi ser feliz é que aconteceu isso aqui de ruim”. Não. O ideal é que saibamos que se acontecer algo do qual nós não gostamos diremos “vou vivenciar isso em alegria e postura pessoal de vitória”. É assim que minimizamos sofrimentos substituindo-os pelas alegrias. Pois alegria é algo que praticamos constantemente para que ela seja criada, estabelecida, continuada.

Nesse trajeto, muitas vezes precisamos de elementso que nos ajudem a aclarar as ideias. Eles vêm em forma de amigos, de livros, de terapias, de atividades. E dinamizamos tudo isso a partir de nossa reflexão sobre qualidade de vida. Pois nada em nossa vida ocorre apenas a partir da inserção do outro. É uma via de mão dupla. Eu lhe dou um pouco, você me dá um pouco e no final estou me dando um pouco e você se dando um pouco.

Alegria, felicidade, é uma escolha. Feita a cada segundo de nossa vida. Pois também é uma interpretação. E a partir dessa escolha e dessa interpretação é que vamos coroando de louros nossos dias, de modo que possamos obter qualidade de vida. Qualidade de vida não se dá porque possuimos esse ou aquele bem material. Ajuda (e muito), mas não é o essencial. O essencial somos nós mesmos – presentes, atuantes positivamente no cenário que é nossa própria vida.

Alegria, felicidade, é uma escolha pela inteligência. Ora, todos somos inteligentes. Portanto, alegria, felicidade, é uma escolha pela inteligência praticada.

Se algo não está bom, podemos mudar. Nem que, inicialmente, seja através de nossa postura de que o que nos incomoda é irrisório, pois amanhã não precisará mais incomodar.

E nesse processo, mudamos relacionamentos, nos afastamos de situações e pessoas que – por uma questão de desenvolvimento pessoal – ainda não se deram conta de que são os mestres de suas vidas e de que todos devemos respeitar as escolhas feitas pelos demais. Sim, se alguém insiste em ser infeliz, nada podemos fazer além de mostrar a ela que essa escolha é pessoal. E que os demais, o externo, não precisam mudar a fim de ela ser feliz.

E você até pode me dizer “mas, como ser feliz num mundo desse jeito?”. E eu lhe digo: já se deu conta de que ao ser como é, você está fazendo parte disso? Já se deu conta de que ao ser como é, você está contribuindo com isso?

E você me diz “ah, isso tudo é um monte de bláh sem sentido”. E eu lhe digo: “essa é sua conclusão? Então continue com isso.”.

E novamente evocando os Abraham: você não pode ser infeliz o bastante de modo a conseguir fazer o mundo feliz.

Tarefa inglória, se você está disposto a fazer isso. E às custas de sua própria vida. A coisa mais importante que você tem. Isso sim é um monte de bláh sem sentido.

Dizermos a nós mesmos “terei uma postura pessoal de vitória” é o começo da bela história que podemos ter, das lembranças maravilhosas a serem evocadas num futuro que…não existe. O que existe é apenas o agora. É por isso que felicidade é algo que pode ser começado exatamente nesse momento. Começa com uma decisão. Depois, com um sentimento. Depois, com a expansão desse estado pessoal. E quando menos nos dermos conta, já estaremos imersos em contentamento. Aí descobrimos que felicidade é isso…contentamento.

Contentamento é saber-nos, validarmo-nos e vivenciarmo-nos. Independente do que ocorre à nossa volta. Ao fazermos uma escolha pelo contentamento – e o passo a passo já foi dado aí em cima – descobrimos a inocência que nos garante o direito de sermos seres felizes. Pois é para isso que nascemos. Para nada mais.